Copas do Mundo
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Copa do Mundo de 1974
Alemanha

A Copa do Mundo de 1974 foi realizada na então Alemanha Ocidental, entre os dias 13 de junho e 7 de julho. Ao todo, 94 países inscreveram-se para as eliminatórias da décima edição da Copa. Brasil, campeão de 1970, e Alemanha, sede do torneio, tinham suas vagas garantidas. As demais foram preenchidas por oito seleções europeias (Alemanha Oriental, Bulgária, Escócia, Holanda, Itália, Iugoslava, Polônia e Suécia), quatro americanas (Argentina, Chile, Haiti e Uruguai), uma africana (Zaire) e uma oceânica (Austrália). A União Soviética desistiu de participar por questões políticas: a seleção se recusou a enfrentar, nas eliminatórias, o Chile ― país que sofrera, no ano anterior, um golpe militar.

Na cerimônia de abertura da Copa, realizada no Waldstation, na cidade de Frankfurt, a Taça Jules Rimet foi levada ao gramado junto do novo troféu do Mundial, que ganhou o nome de Taça Copa do Mundo Fifa. A primeira, que ficaria definitivamente em poder do Brasil, vinha nas mãos de Pelé. A segunda, nas mãos de Uwe Seller, grande ídolo do futebol alemão. A partir de 1974, não haveria mais posse definitiva do troféu. A taça passaria a ficar em poder transitório do vencedor da Copa, durante os quatro anos que separavam um torneio do outro (depois disso, o país receberia uma réplica para representar a vitória). 

A escolha da nova taça havia levado tempo. A Fifa realizou um concurso, que resultou em 53 projetos para um novo troféu. O vencedor foi o escultor italiano Silvio Gazzaniga, que fez uma linda peça de ouro maciço. O troféu, que permanece o mesmo até hoje, representa dois jogadores celebrando sua conquista e levantando o globo terrestre.

Pelé participou da cerimônia de abertura, mas não integrou a equipe brasileira, da qual se despedira três anos antes. Nossa seleção, sob a batuta de Zagallo, tinha Jairzinho e Rivelino como grandes estrelas. Mas a equipe decepcionou. Em seu primeiro jogo, que marcou a abertura da Copa, não saiu do 0 a 0 contra a Iugoslávia, mostrando um futebol com muito pouco brilho. Na fase de grupos, o Brasil ainda enfrentaria a Escócia (outro 0 a 0) e o Zaire (3 a 0 para a Seleção Canarinho). Nas quartas de final, o jogo contra nossa tradicional rival Argentina terminou em 2 a 1 para o Brasil ― gols de Rivelino e Jairzinho e do argentino Brindisi.

No dia 3 de julho, a partida seria contra a Holanda. Considerado o melhor time da Copa e a grande revelação daquela edição, o futebol holandês voltava para o Mundial depois de uma ausência de 36 anos. Comandados pelo técnico Rinus Michels, que apostou na alternância dos jogadores e em sua agilidade, os holandeses ganharam os apelidos de “Laranja Mecânica” e “Carrossel Holandês”.

O futebol defensivo de nossa seleção, muito diferente do que ganhou a Copa de 1970, não conteve a rapidez e o envolvimento do time holandês. Perdemos por 2 a 0 e terminamos o Mundial em quarto lugar, depois de uma derrota para o fortíssimo time da Polônia, que venceu o Brasil por 1 a 0, com gol de Grzegorz Lato, que se consagrou o artilheiro do Mundial, com sete gols no campeonato.  

Na final, a Holanda enfrentaria os donos da casa ― que na etapa anterior tinham derrotado a Iugoslávia (2 a 0), a Suécia (4 a 2) e a Polônia (1 a 0). O grande jogo aconteceu às 16h do dia 7 de julho, no Estádio Olímpico de Munique, diante de um público de cerca de 75 mil pessoas. Em menos de um minuto de jogo, a Holanda abriu o placar, em uma cobrança de pênalti. Outro pênalti, aos 25 minutos, empatou o jogo. Ainda no primeiro tempo, Muller marcou o segundo da Alemanha e garantiu o título de campeã do mundo. A seleção da Alemanha Ocidental, que tinha craques como Beckenbauer, Breitner, Grabowsky, Overath e o grande goleiro Maier, levantava a taça pela segunda vez em sua história.





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