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Nacional
(Bolsos, Bolsilludos)
Fundação: 14/05/1899
El primer equipo criollo de América

O poema estava junto da carta de suicídio de Abdón Porte, ídolo e maior símbolo do Club Nacional de Football: “Nacional, ainda que em pó convertido, e em pó sempre amante. Não esquecerei um instante o quanto te amei. Adeus para sempre!”. O jogador tinha 27 anos e se despedia de seu time do coração depois de ter defendido o Nacional por sete anos, em mais de 200 partidas. No dia 5 de março de 1918, um dia depois de ser substituído e ir para o banco de reservas, Porte se suicidou no gramado de El Parque e se transformou em mártir do Nacional, em uma tragédia que marcou para sempre a história do time.

Fundado em 1899 da união de dirigentes dos clubes Uruguay Atletica Club e Montevideo Football Club, o Nacional era composto somente por latino-americanos. Naquela época, o futebol era praticado no Uruguai principalmente por ingleses que moravam no país. O grupo de estudantes que fundou o Nacional queria, no entanto, um clube criado e defendido por uruguaios.

E foi assim que surgiu, no dia 14 de maio de 1899, na casa de Ernesto Caprario, o Club Nacional de Football. Em pouco tempo, a equipe seria reconhecida nacionalmente. Na década de 1920, o time também ficaria conhecido na Europa. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1924, a seleção de futebol uruguaia ― composta principalmente por jogadores do Nacional ― voltou com a medalha de ouro para casa. A vitória foi o passaporte para o Nacional promover o que ficou conhecido como “Gira del 25”. Uma excursão à Europa de 190 dias (entre fevereiro e agosto de 1925), na qual o Nacional desfilou seu futebol pelo velho continente. Entre os bons resultados, venceu o Gênova por 3 a 0, a seleção francesa por 6 a 0 e a belga por 5 a 1.

Os anos seguintes também foram de muitas glórias para o Nacional. Time uruguaio que mais conquistou campeonatos na época amadora, o tricolor seguiu vitorioso na era profissional, com títulos nacionais e internacionais. Como canta seu hino, “Y otra vez, otra vez, oh victoria, celebrando la hazaña sin par. Sólo un nombre en los ámbitos vibra... Nacional, Nacional, Nacional! (E, novamente, novamente, oh vitória, comemorando o feito sem precedentes. Apenas um nome nos campos vibra ... Nacional, Nacional, Nacional!)”.

Palco
De Charrúa Fever - CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29310143

Apenas um ano depois de sua fundação, em 1900, o Club Nacional de Football construiu sua casa, onde joga até hoje. Estádio mais antigo da América do Sul, o Gran Parque Central, conhecido como El Parque, é testemunha de toda a história do tricolor. Ao longo de mais de cem anos de existência, o estádio passou por diversas reformas. A mais recente foi realizada em 2005.

Entre seus inúmeros registros históricos, o estádio foi o palco, em 1930, da primeira partida de Copa do Mundo, quando Estados Unidos e Bélgica se enfrentaram (ao mesmo tempo em que França e México jogavam no extinto Estádio Pocitos). El Parque registrou também a estreia do Brasil em Copas do Mundo, quando a seleção perdeu para a Iugoslávia por 2 a 1

Localizado atrás da sede do Nacional, o estádio fica no bairro La Blanqueada, em Montevidéu. Além de guardar a história do mais longevo clube uruguaio, o local guarda também uma importante passagem da história do país. Antes da construção do estádio, o terreno abrigava a “Quinta de la Paraguaya”, local onde José Gervasio Artigas, herói nacional, foi nomeado, em 1811, chefe dos Orientais ― tropas uruguaias que lutavam pela Independência do país.





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