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Tupi
(Galo, Galo Carijó)
Fundação: 26/05/1912
E vive a glória dos imortais

Em maio de 1912, de uma dissidência do Tupynambás Futebol Clube (fundado oito meses antes), nascia na cidade mineira de Juiz de Fora o Tupy Foot-Ball Club. O grupo que formava o novo time era de jovens atletas e amantes do futebol, liderados por carijó ― apelido de Antônio Maria Júnior, que também passaria a identificar o novo clube.

A rivalidade com o Tupynambás surgiu nos primeiros jogos do carijó. A partida de estreia do clube, realizada no campo da Alfândega, foi contra o Tupynambás, que terminou empatada em 1 a 1. Poucos dias depois, os times se enfrentaram novamente e o placar ficou em 1 a 0 para o Tupynambás. O Tupi quis a revanche e, na terceira partida, venceu por 4 a 0. 

Em 1918, quando foi criada a Liga de Desportos de Juiz de Fora, os dois rivais se enfrentaram no primeiro campeonato oficial da cidade. O Tupynambás venceu por 1 a 0, depois de o Tupi perder três pênaltis.

O Tupi venceria o primeiro Campeonato Citadino de Juiz de Fora em 1921 e o primeiro Torneio Início da Liga de Juiz de Fora no ano seguinte. A partir daí, foram inúmeras as conquistas, que fizeram do time o maior vencedor da cidade quando o futebol se profissionalizou, em 1933.

Na década de 1930, que ficou conhecida no clube como a “década de ouro”, o galo carijó foi vice-campeão mineiro (1933) e tricampeão de Juiz de Fora (invicto em 1935 e em 1937). Em 1942, o time mudaria a grafia de seu nome, que passaria a ser Tupi Foot Ball Club. As décadas seguintes também reservaram muitas vitórias para o Tupi, que viu sua torcida crescer junto do time.

Entre as muitas histórias guardadas na memória do torcedor alvinegro está a do jogo contra o então campeão mineiro Cruzeiro, em 1966. O Tupi ia mal no Campeonato de Juiz de Fora, mas em um amistoso com o Cruzeiro venceu por 3 a 2. A inusitada vitória levou o Atlético Mineiro a convidar o carijó para outro amistoso em Belo Horizonte. O placar, novamente, surpreendeu: o Tupi venceu o Atlético por 2 a 1 ― resultado que se repetiria em um novo jogo, agora contra outro time da capital, o América Mineiro. Além das vitórias, os três jogos, realizados no Mineirão, renderam à equipe de Juiz de Fora o apelido de “Fantasma do Mineirão”.

“É o Tupi, é o galo, o índio, é o coração.  Batendo, batendo forte em compassada vibração (...) E o galo forte carijó não tem rivais... Grandes vitórias sempre alcança, e vive a glória dos imortais”.

palco
Por Anderson Batista Evangelista Lima (MisterSanderson) - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16967150

Até a década de 1980, o Tupi jogava no Estádio Dr. Francisco de Salles Oliveira, também conhecido como o “Campo do Tupi”. Inaugurado em 19 de junho de 1932, o palco era o maior e mais moderno de toda Zona da Mata nos anos 1930. No jogo de abertura, acompanhado por 8 mil pessoas, o Tupi recebeu o Vasco da Gama ― então campeão do Torneio Início do Campeonato Carioca ―, numa partida terminou empatada em 1 a 1.

Em 1988, a construção do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o Helenão, levaria o clube a mudar de casa. Com capacidade para quase 32 mil pessoas, o novo palco passou a abrigar as partidas do galo carijó. O time ainda fazia algumas partidas na casa antiga, mas em 4 de julho de 1999, o campo do Tupi se despediu dos jogos oficiais, quando os donos da casa receberam o Uberlândia. Atualmente, o campo é usado em treinos e nos jogos das equipes de base do clube.

A equipe profissional atua no Helenão, batizado em homenagem ao mais importante radialista esportivo que Juiz de Fora já teve. Foi em seu gramado que o grande craque Zico fez seu último jogo, em 2 de dezembro de 1989. A partida, entre Flamengo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro, terminou em 5 a 0 para o Fla.





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