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Sampaio Corrêa
(Bolívia Querida, Tubarão, Tricolor)
Fundação: 25/03/1923

No dia 12 de dezembro de 1922, o hidroavião Sampaio Corrêa II chegava na Praia Grande, em São Luis do Maranhão. Pilotado pelo brasileiro Pinto Martins e pelo norte-americano Walter Hinton, o avião realizava, pela primeira vez, a ligação aérea entre as Américas, em uma travessia que fazia Nova York-Rio de Janeiro, com escala na capital do Maranhão. Uma multidão se reuniu para ver o primeiro avião que passava por ali. Entre eles, estava um grupo de jovens operários que adorava futebol e que, pouco tempo depois, fundaria o Sampaio Corrêa Futebol Clube.

Foi em 25 de março de 1923 que os jovens oficializaram a criação do novo clube. Não demorou muito para o time começar a ser reconhecido nos subúrbios de São Luis, onde ganhava dos pequenos clubes da época. Confiante, a equipe desafiaria, somente um mês depois de sua fundação, o então campeão maranhense Sport Club Luso Brasileiro. O resultado era a prova de que havia nascido um grande clube. A partida, realizada no campo da rua do Passeio, terminou em 1 a 0 para o Sampaio Corrêa.

Na década de 1930, o time venceria seus primeiros estaduais e outros torneios importantes da região. Em 1933, o primeiro Campeonato Maranhense, vencido também em 1934 e diversas outras vezes. Entre as muitas conquistas estaduais, oito delas de forma invicta.

Junto com a força do time, sua torcida foi tomando corpo e se tornando uma das maiores e mais apaixonadas do Maranhão. Com o Moto Club, o time faz o Superclássico Maranhense, que já levou 95 mil pessoas às arquibancadas no estadual de 1987.

Entre os títulos nacionais, o Sampaio Corrêa conquistou a Série B do Brasileirão em 1972, foi campeão da Série C de 1997 e da Série D em 2012. As vitórias fizeram do time o único brasileiro a ser campeão em três divisões diferentes. Internacionalmente, o Tubarão fez bonito ao ficar em terceiro lugar na Copa Conmebol de 1998, atrás somente do Santos e do argentino Rosário Central.

Não importa o campeonato, os torcedores tricolores (chamados também de bolivianos, uma vez que as cores do time são as mesmas da bandeira da Bolívia) lotam as arquibancadas para ver o Tubarão enfrentar seus adversários. Como canta o hino do clube, “Sampaio Corrêa, a Bolívia querida de maior torcida desse Maranhão”.

palco
Por Bruno MMendes - http://www.casacivil.ma.gov.br/selecao-olimpica-brasileira-jogara-no-castelao, CC BY 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=47140359

No começo de sua trajetória, a equipe do Sampaio Corrêa fazia seus jogos nos extintos estádios do Luso e de Santa Isabel. A partir de 1982, o clube passou a mandar suas partidas no Estádio Governador João Castelo, o Castelão. De propriedade do governo do Estado do Maranhão, o palco é a casa do Tubarão. A história do estádio não poderia ser contada sem a do time, e vice-versa.

O jogo de abertura da casa nova foi entre o Sampaio Corrêa e o Maranhão, pelo Torneio do Trabalhador. O campeonato seria vencido pelo Sampaio Corrêa, que levaria, portanto, a primeira competição disputada naquele gramado. O recorde de público do estádio também se deve aos bolivianos: em 24 de setembro de 1998, os torcedores do Tubarão lotaram o estádio para ver seu time jogar contra o Santos, pela Copa Conmebol. O jogo terminou em 5 a 1 para os visitantes, mas o público de mais de 97 mil pessoas saiu satisfeito com seu time e com o bom futebol.

O Castelão foi palco de grandes conquistas do Sampaio Corrêa, como as vitórias da Série C, em 1997, e da Série D, em 2012. Entre 2004 e 2012, o estádio fechou as portas para uma grande reforma. Na reabertura do campo, como não poderia deixar de ser, o Tubarão fez a partida inaugural, vencendo o Vilhena (RO) por 4 a 1. O Castelão tem hoje capacidade para 40 mil pessoas e suas arquibancadas lotam para celebrar o Sampaio Corrêa.





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