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Santo André
(Ramalhão)
Fundação: 18/09/1967

A cidade de Santo André não tinha tradição em futebol. A situação piorou quando o Corinthians Futebol Clube, único time da cidade até então, fechou as portas, em 1961. A Liga de Futebol Amador da cidade, contrariada com o fim do time, deu a ideia de fundar um clube para representar Santo André e para rivalizar com outra cidades paulistas que eram fortes no futebol, como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

A ideia frutificou e, em 18 de setembro de 1967, estava fundado o Santo André Futebol Clube. No ano seguinte, de olho em uma vaga no Campeonato Paulista de Futebol, o clube se tornaria profissional.

As dificuldades apareceram mais cedo do que o previsto. Após uma grave crise financeira, que quase culminou com o fechamento do clube, o time mudou de nome para Esporte Clube Santo André. Isso aconteceu em 22 de março de 1975, e parece que a mudança de rota fez bem ao clube. O time conquistou o título da segunda divisão naquele ano e, mesmo sem o acesso, cresceu.

Anos depois, já conhecido pelas campanhas que vinha fazendo, faturou novamente a segunda divisão e, desta vez, subiu à divisão principal. Não demorou muito para alcançar as competições nacionais. Em 1984, fez bonito em sua primeira participação no Campeonato Brasileiro, terminando na décima colocação. Na década de 2000, viveu momentos especiais, com títulos e campanhas importantes. 

Em 2003, conquistou a Copa São Paulo de Juniores, carimbou o passaporte para disputar a série B do Brasileiro e garantiu vaga na Copa do Brasil, vencendo a Copa Estado de São Paulo. Mas o melhor estava por vir, e no ano seguinte, após surpreendente campanha, o Santo André venceria a Copa do Brasil, batendo na final o Flamengo, no Maracanã, por 2 a 0.

Na Libertadores do ano seguinte, o clube foi eliminado na primeira fase, mas não passou despercebido na competição, goleando o Deportivo Táchira da Venezuela por 6 a 0. Continuou bem e conquistou o acesso à divisão principal do Paulista em 2008, após atropelar os adversários. Em 2009, conquistou o acesso à série A do Brasileiro, ficando atrás apenas do Corinthians, que investiu pesado para voltar à elite.

Em 2010, o clube disputou o título do Paulistão com o Santos, fazendo uma final duríssima contra a equipe de Neymar e PH Ganso. Nesse período glorioso da história do Ramalhão, apelido dado ao clube em virtude do fundador da cidade, João Ramalho, o clube viu surgir alguns de seus ídolos, eternos na galeria azul e branca.

Quem não gostava de Sandro Gaúcho, matador do título maior do azulão? E de Élvis, cérebro articulador da mesma equipe. Ou Bruno César, que comandava o time que fez frente ao Santos. Para os mais antigos, Rotta era o nome. Policiava o meio de campo do Santo André e, mesmo sem conquistar títulos, virou ídolo.

palco

O Estádio Bruno José Daniel, homenagem a um vereador da cidade que exerceu o cargo por três mandatos seguidos, não é de propriedade do Esporte Clube Santo André, mas certamente está no coração dos torcedores do Ramalhão. Se não fosse o time, o estádio seria apenas um complexo esportivo sem história ou identidade com o futebol.

Inaugurado em 15 de novembro de 1969, recebeu o Troféu Brasil de Atletismo como a sua primeira competição. O primeiro jogo de futebol foi um amistoso entre o Santo André e o Palmeiras, que terminou 4 a 0 para o time de São Paulo. Mas o estádio foi palco de duas vitórias heroicas do Santo André que valeram taça, em 1975 e 2003: a primeira pela segunda divisão do Paulista e a segunda pela Copa Paulista.

O local comporta hoje cerca de 8 mil pessoas e teve sua importância evidenciada alguns anos atrás, quando o prefeito Aidan Ravin prometeu reformas no Bruno José Daniel e não cumpriu. O local ficou fechado e o Santo André, fora de casa, jogou mal e acabou sendo rebaixado no Brasileiro em algumas ocasiões. Após esse anos ruins, o estádio voltou a funcionar. Ainda não como querem os torcedores, mas o time voltou para sua casa.





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