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Guarani
(Bugre)
Fundação: 02/04/1911

Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 11 de julho de 1836, e desde cedo foi incentivado pelo pai, o músico Manoel José Gomes, a seguir carreira na música. Virou um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, autor de diversas obras ― entre as quais “O Guarani”.

A história do Guarany Foot-Ball Club começou na praça Carlos Gomes, onde os fundadores do clube se reuniram e decidiram batizar o novo time com o nome da mais conhecida obra do compositor campineiro. A reunião aconteceu no dia 1º de abril de 1911. Mas como a data é considerada o “dia da mentira”, os fundadores decidiram oficializar o nascimento do clube no dia 2 de abril.

Um ano após sua fundação, o novo time já conquistaria o vice-campeonato da Liga Operária de Futebol Campineira. Foi a mostra de que as coisas estavam no caminho certo. O clube passou os anos seguintes buscando o título, que chegaria em 1916 na Associação de Futebol de Campinas, a AFC. O Guarani ganhou ainda em 1919 e foi bi em 1920. Como se não bastasse, foi vice em 1921 na Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), uma liga mais forte do que a campineira.

Após ótimas campanhas como amador, sagrando-se campeão estadual amador em 1944 (o primeiro time do interior a ganhar esse título), o clube se profissionalizou em 1947. Acabou vencendo a segunda divisão em 1949, ganhando assim o direito de integrar a elite.

O primeiro título profissional viria em 1953, quando o clube faturou o Torneio Início, que também venceria em 1954 e 1956. Essa competição era uma prévia do Campeonato Paulista, com regras próprias e disputada em apenas um dia. Mais de 20 anos se passaram e o Guarani ainda buscava um título de expressão para a sua galeria.

Até que começou o Campeonato Brasileiro de 1978. O time era bom, misturando atletas rodados com pratas da casa. O técnico Carlos Alberto Silva tinha à disposição nomes como Zenon, Careca, Renato e Zé Carlos. A equipe começou a ganhar confiança e as peças foram se encaixando, como se diz na gíria do futebol. Classificou-se bem nas fases iniciais e, quando chegou nas finais, passou como um rolo compressor por Sport (2 a 0 e 4 a 0), Vasco da Gama (2 a 0 e 2 a 1) e Palmeiras na grande final (1 a 0 e 1 a 0). Guarani, campeão brasileiro de futebol! Esse título é até hoje o único do interior em campeonatos brasileiros. Nenhuma outra equipe conseguiu essa façanha.

Depois da vitória histórica, o Guarani passou a disputar os campeonatos de igual para igual com os grandes do país. Foi vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, uma espécie de minibrasileiro, vice do Brasileirão em 1986 e 1987 e vice paulista em 1988. Esses últimos campeonatos foram disputados com times fortíssimos, mais uma vez mesclando revelações com estrelas. Neto, Evair, Ricardo Rocha, Boiadeiro, Paulo Isidoro, Vágner Bacharel e João Paulo eram apenas alguns craques que envergaram a tradicional camisa verde do Guarani. Igualzinho uma sinfonia, uma orquestra de Carlos Gomes.

Palco
Por Nadelschwein - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24498675

O motivo que levou o estádio do Guarani a ser chamado de Brinco de Ouro da Princesa já vale a leitura. O jornalista João Caetano Monteiro Filho, que trabalhava no “Correio Popular”, havia escrito sobre o novo estádio de Campinas e aguardava uma foto da maquete da construção, desenhada pelos arquitetos Ícaro de Castro Melo e Osvaldo Correia Gonçalves, para finalizar a matéria.

Quando recebeu a foto, logo lhe veio à cabeça a imagem de um brinco. Como Campinas é conhecida como a “Princesa DʼOeste”, o título da matéria foi “Brinco de ouro para a ʻprincesaʼ”.  Quando perguntaram aos dirigentes do Guarani qual seria o nome oficial do novo estádio, a resposta veio em uníssono: Brinco de Ouro da Princesa.

A inauguração do palco aconteceu em 31 de maio de 1953. O estádio foi batizado com água do rio Paraíba, em Taubaté, onde nasceu Francisco Barreto Leme, fundador de Campinas, e com água da Cascata Guarani, no rio Paquequer, próximo a Teresópolis, onde, segundo o romance “O Guarani” de José de Alencar, teria se desenvolvido a saga do índio Peri. Foi esse livro que serviu de inspiração para Carlos Gomes escrever a ópera “O Guarani”, que deu origem ao nome do clube.





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