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Corinthians
(Time do Povo)
Fundação: 01/09/1910
Louco por ti, Corinthians!

Na noite de 1º de setembro de 1910, cinco operários, amigos que moravam no bairro paulistano do Bom Retiro, decidiram fundar um clube de futebol. Anselmo Corrêa, Antônio Pereira, Carlos Silva, Joaquim Ambrósio e Raphael Perrone, junto de outros moradores que resolveram contribuir com a ideia, não imaginavam o que aquela decisão representaria para o futebol nacional.

A inspiração vinha do clube inglês que excursionava pelo Brasil Corinthian-Casuals Football Club. Alguns dos fundadores queriam que o novo clube se chamasse Santos Dumont Futebol Clube. Outros preferiam Carlos Gomes F.C. Mas o nome Sport Club Corinthians Paulista foi o que ficou. Corinthian era o termo inglês para designar cavalheiros e nobres que patrocinavam esportes. O novo clube se chamaria assim.

Para comprar a primeira bola, os amigos fizeram uma lista de donativos, que circulou pelos comerciantes do Bom Retiro. Conseguiram reunir os seis mil réis necessários para a compra da bola de capotão. O alfaiate Miguel Battaglia, escolhido pelos fundadores para ser o primeiro presidente do clube, logo afirmou: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é que vai fazer o time”.

A história mostraria que suas palavras foram proféticas. Em pouco tempo, o clube paulista atraiu adeptos fieis, que hoje somam uma das maiores torcidas do mundo, estimada em cerca de 30 milhões de pessoas.

O primeiro título, em 1914, já mostrava a grandeza do novo clube. Invicto, o Corinthians venceu o Campeonato Paulista daquele ano, marcando 37 gols em 10 jogos. Os anos  seguintes reservariam muitas outras glórias e alegrias para a imensa torcida corintiana. Durante a década de 1930, o clube conquistou seis Campeonatos Paulistas. Pouco depois deste feito, venceu o Vasco, campeão carioca, por 3 a 2, ganhando o apelido de “campeão dos campeões”.

Entre 1954 e 1977, o time não ganhou nenhum Campeonato Paulista. O jejum, no entanto, não esmoreceu sua fiel torcida. Ao contrário: foi esta a época em que a torcida alvinegra mais cresceu. Em 1976, quando o time amargava o 22º ano sem conquistas relevantes, os torcedores corintianos lotaram o Maracanã, para impulsionar seu time na partida contra o Fluminense, pela semifinal do Campeonato Paulista. Entre 50 e 70 mil corintianos foram ao Rio de Janeiro, no episódio que ficou conhecido como a invasão corintiana.

Entre os muitos nomes e as muitas histórias que tecem a trajetória do Timão, a década de 1980 tem um lugar especial no coração do clube. Foi em 1982, depois de um mau desempenho no Campeonato Paulista do ano anterior, que os jogadores tomaram a frente das decisões gerenciais, dando início ao período que ficou conhecido como "Democracia corintiana". Sócrates, grande ídolo do time, foi quem teve a ideia. Junto de Biro-Biro, Wladimir, Casa Grande e Zenon, os jogadores revolucionaram a política do clube, em uma época em que o Brasil também vivia novos tempos em sua política. A ideia deu certo, e o time voltou a brilhar. Venceu o Campeonato Paulista de 1982 e de 1983.

De lá para cá, foram muitas outras vitórias: Campeonatos Paulistas, Campeonatos Brasileiros, Copa do Brasil,  Campeonato Mundial de Clubes ― do qual foi o primeiro campeão ― e a Libertadores da América. Uma trajetória que também somou muitas decepções, como o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2007.

Mas nada capaz de diminuir o brilho da nação corintiana. Como canta Toquinho em sua música “Corinthians do Meu Coração”, “Ser corinthiano é ir além de ser ou não ser o primeiro. Ser corinthiano é ser também um pouco mais brasileiro”.

Arena Corinthians
Por Anderson Bueno Pereira - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=45205901

O primeiro palco corintiano foi o Campo do Lenheiro, um terreno que ficava no bairro do Bom Retiro e que foi adaptado para virar um campo para os jogos da recém criada equipe.

Em 1926, o clube conseguiu comprar o Parque São Jorge, onde já tinha jogado como visitante, em uma partida contra o Sírio, antigo dono do estabelecimento. A Fazendinha, como é carinhosamente chamada (apelido que faz referência à fazenda que um dia existiu por lá), foi comprada pelo presidente do Corinthians Ernesto Cassano, por 750 contos de réis ― pagos ao longo de dez anos.

As mudanças e reformas no estádio vieram no mandato seguinte, de Alfredo Schurig, que acabou dando o nome ao novo palco. A estreia do Corinthians na nova casa (agora própria) foi em 22 de julho de 1928, em uma partida contra o América carioca, que terminou empatada em 2 a 2. O jogo era válido pela Taça Vada, oferecida por uma joalheria de mesmo nome, e recebeu cerca de 2 mil espectadores.

Em pouco tempo, a torcida do Corinthians cresceu muito mais que o estádio e, por isso, todos os presidentes que assumiam o clube tinham a missão de reformar a Fazendinha ou de fazer uma outra casa. Histórias pitorescas acerca do estádio não faltaram. Vicente Matheus, por exemplo, criou diversas maquetes de um novo estádio. Uma delas tinha até o formato do símbolo do Corinthians. Foram muitos os nomes do suposto estádio: Coringão I, 2 e 3, Corintião, Vicentão, Fielzão.Todos ficaram no projeto.

O clube chegou a tentar reformar o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), principal casa corintiana a partir de 1940, ano em que foi fundado. Mas a prefeitura de São Paulo não abriu mão de seu estádio.

Em 2011, a tão sonhada casa começou a sair do papel. Construída em um terreno doado ao Corinthians pela prefeitura de São Paulo em 1978, a Arena Corinthians ficou pronta em maio de 2014. Com capacidade para 48 mil torcedores, o novo estádio atende às mais rigorosas exigências do futebol internacional, e foi um dos palcos da Copa do Mundo do Brasil de 2014. É a casa dos loucos. Loucos por ti, Corinthians.





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