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Juventus SP
(Juve)
Fundação: 20/04/1924

Em 20 de abril de 1924, a fusão do Extra São Paulo F.C com o Cavalheiro Crespi F.C. ― dois poderosos times de várzea do bairro paulistano da Mooca ― deram origem ao Cotonifício Rodolfo Crespi F.C. A maioria dos atletas era de origem italiana e fazia parte do quadro de empregados da fábrica de tecidos da família Crespi. Do Extra ficaram as cores do uniforme: preto, branco e vermelho. Do Cavalheiro, a sede social, situada na Rua dos Trilhos, 42.

Com a ajuda da família Crespi e o apoio de tradicionais famílias da Mooca, o clube foi se fortalecendo e ganhando muitos adeptos, principalmente na colônia italiana que morava no bairro. Em 1929, a primeira grande glória do clube. Ainda disputando a segunda divisão do futebol paulista, o Cotonifício fez uma campanha fantástica. Foram 16 partidas com 13 vitórias, dois empates e somente uma derrota. O time marcou 46 gols e sofreu apenas 13. Com os bons resultados, foi convidado a participar da divisão principal do futebol. A Mooca estava em festa.  

Em 1930, o time mudou de nome. Por decisão do próprio conde Rodolfo Crespi, o Cotonifício passou a se chamar Clube Atlético Juventus. Suas cores também mudaram para o grená e o branco.

As mudanças trouxeram muitas outras transformações para a vida juventina. O clube passou a ser conhecido como “Moleque Travesso”, apelido dado pelo jornalista Tomás Mazzoni, após o Juve bater o Corinthians em pleno Parque São Jorge por 2 a 1. Em 1935, o clube disputaria o primeiro campeonato paulista da era profissional. Em 1940, o Juventus foi campeão de um torneio que comemorava a abertura do Pacaembu, goleando a Portuguesa de Desportos por 3 a 0.

Depois das primeiras décadas, o clube passou por momentos bastante delicados ― principalmente depois do afastamento da família Crespi, que recusou uma possível fusão do Juventus com a Ponte Preta (que acabou não acontecendo). Ainda assim, o clube realizou excursões internacionais e boas campanhas, como a de 1982 no Campeonato Paulista, e a de 1983, quando foi campeão brasileiro da Taça de Prata.

A década de 1990 seria mais difícil. Um rebaixamento em 1993, o renascimento em 1995 e outro rebaixamento em 1998. A situação do clube, no entanto, nunca alterou o amor da fanática e fiel torcida do Juventus, que canta e celebra seu time no Estádio da Rua Javari.

palco
Por Nadelschwein - Obra do próprio, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24498502

O estádio da Rua Javari, conhecido também como Estádio Conde Rodolfo Crespi, foi construído em 1925 e ficou sem dono até 1967, quando foi adquirido pela família Crespi para o Clube Atlético Juventus.

Localizado na Mooca, na zona leste de São Paulo, o estádio faz parte da história do bairro e de sua comunidade ― formada majoritariamente por descendentes de imigrantes italianos que chegaram à capital paulista no início do século 20.

A atmosfera do local é acolhedora, pacífica e familiar. Diferentemente de outros estádios, o lugar mais disputado da Javari é o alambrado, onde o torcedor gruda e só sai com o apito final do juiz. Outra característica marcante são os quitutes oferecidos ao público, que vão desde o tradicional amendoim, até o cannoli, um doce típico italiano em formato de cone.

O estádio pode abrigar até quatro mil torcedores, mas dizem que em um jogo contra o Corinthians, em 1941, chegou a receber 15 mil pessoas. Naquele dia, além de acompanhar o embate entre os dois rivais paulistas, o público inaugurou as arquibancadas de concreto e as tribunas do estádio, que se mantêm até os dias atuais.





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